Espaço das Letras


Poema, Costaneto

  

Naturel

 

 

 

  

Je voudrais plonger mes racines

au fonde de toi

en caressant ton âme

comme des petits soufles

d’un vent qui vient du Nord

et qui passe au hasard du jour:

une nuit pleine de ton parfum,

un jour vide sans toi.

 

Je te parle des bêtises d’amour

et toi tu me regardes avec tendresse

(dans les moindres choses il y a de la folie,

un désir fou de mêler nos coeurs

avec des brutalités passionés).

Et voilà que tu me prennes

au millieu de tes bras:
je suis prisioner de ton amour.

 

 

Natural

 

 

   

Queria mergulhar minhas raízes

no fundo de ti

acariciando tua alma

como as brisas leves

de um vento que vem do Norte

e passa sem destino:

uma noite com teu perfume inebriante,

um dia vazio sem ti.

 

Digo-te veleidades amorosas

enquanto me olhas ternamente

(nas menores coisa há um frisson,

um desejo de misturar nossos corações

entre brutalidades românticas).

E então tu me acolhes

nos carinhos de teus braços:

faço-me prisioneiro do teu amor.



Escrito por Leonardo às 08h53
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Poema

O uníssono silêncio

 

Para Ana Paula, minha telement belle Petite Amie

 

Quero tirar notas do teu corpo

qual um bardo buscando

a harmonia oculta,

o som da tua alma feminina.

 

Pouco (ou quase nada)

obsta de um fado-bossa-jazz,

sutilezas mais-que-amorosas

ranhadas na vitrola

 

(enquanto nossos suspiros

em segredos de dor

e de prazer

recortam o espaço

num silêncio uníssono).



Escrito por Leonardo às 23h16
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